domingo, 24 de julho de 2011

Metodologia da Pesquisa

Para RICHARDSON (2011), não existe fórmula mágica e única para realizar uma pesquisa ideal e talvez não exista nem existirá uma pesquisa perfeita. Entretanto, isso não quer dizer que basta ter curiosidade e sensibilidade social para pesquisar qualquer coisa sem critério algum. Ciência não é algo que se faça assim, de qualquer maneira, mas seguindo métodos científicos.
“Da mesma forma que a definição do objeto, a discussão sobre métodos é de extrema importância para o desenvolvimento dos conhecimentos, já que é ela que permite avaliar a adequação de cada afirmação, de cada nova frase ou fórmula que se proponha a ser uma descrição de um fenômeno ou processo, sejam eles naturais ou sociais”. (TOMANIK, 2004, p. 19)

Método científico é a definição do caminho para chegar a determinado objetivo e metodologia são as regras estabelecidas para o método científico.
Metodologia cientifica não se resume àquelas normas que somos obrigados a decorar desde cedo quando precisamos apresentar nossos trabalhos esteticamente padronizados. Vai mais além. A Metodologia nos orienta como andar no “caminho das pedras” de uma pesquisa. Portanto, não precisamos somente de regras, mas desenvolver uma postura científica por meio de atitudes autocorretivas, disciplina, planejamento cuidadoso, reflexões conceituais sólidas e habilidade em escolher o melhor caminho para atingir os objetivos por meio da metodologia.
“[...] se o conhecimento dos diferentes métodos pode nos auxiliar a elaborar melhores descrições, a desenvolver afirmações como maior grau de fidelidade à situação a que se referem, o estudo da metodologia (a parte das ciências que se preocupa da descrição, análise e avaliação dos métodos) pode ser de grande utilidade para qualquer pessoa. Para as pessoas-cientistas, ele é mais dos que útil; é indispensável.” (TOMANIK, 2004, p. 21).

Entretanto, a ciência não é feita apenas a partir da metodologia. Toda pesquisa científica deve ter um ponto de partida que dará credibilidade ao seu estudo, portanto, você deve ter muito cuidado ao supervalorizar os métodos e desprezar o referencial teórico, pois sem teoria não há ciência.
O desenvolvimento da pesquisa alicerçado em conhecimentos já existentes terá mais chances de trazer resultados satisfatórios e de qualidade. De acordo com TOMANIK (2004) isso é o que “separa a pesquisa científica de uma pesquisa baseada no senso comum, ou de uma atividade de levantamento de dados pura e simples (tipo IBOPE ou similares)”. Portanto, se vamos estudar sobre a inserção de fotografias em SIGADs, temos que buscar experiências de autores que já escreveram sobre o assunto.
Existem diferentes tipos de pesquisa: qualitativa, quantitativa, histórica, etnográfica, dentre outras. A esta altura, o pesquisador deve estar preparado para escolher a melhor estratégia. No nosso caso, optamos por um estudo de caso de natureza qualitativa.
Após escolha do tipo de pesquisa, do levantamento da literatura e da identificação de experiências anteriores ao desenvolvimento do estudo, partiremos para a definição dos instrumentos de coleta de dados que poderá ser a combinação de entrevistas, aplicação de questionários e formulários, com o propósito de levantar os dados necessários para a análise do processo em estudo.
Após ter os dados coletados, faremos a análise e interpretação desses dados, quando será possível explicitar se os objetivos foram atingidos de acordo com o aprofundamento das discussões.
Esta fase de exposição de resultados exigirá que o pesquisador escreva bastante. Porém, escrever é, quase sempre, uma atividade difícil e pode ser motivo de ansiedades ou até desesperos. Essa dificuldade deverá ser enfrentada de forma ativa, portanto, devemos procurar redigir de forma clara, precisa e objetiva.
A melhor dica é: não deixe nada para cima da hora, pois escrever também é questão de treino.

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