A ciência está presente em quase tudo em nossas vidas. Cada ação que realizamos tem uma participação, mesmo que pequena, de conhecimentos obtidos através da ciência. Ciência é algo difícil de definir, pois não há consenso entre seus definidores. Então, vamos partir de duas características interessantes da ciência: 1) É uma forma de conhecimento da realidade e 2) É uma discussão insolúvel.
O desenvolvimento de uma atividade científica é uma forma de conhecimento da realidade e surge a partir do questionamento do pesquisador sobre um dado fenômeno, ação ou comportamento observável. Desta forma, a pesquisa pode ser tanto um processo de compreensão e descrição, como um meio de produção e consolidação de conhecimento.
A pesquisa pode se encarada como uma efetiva construção cultural, porém, nem toda construção é pesquisa, mas toda construção cultural pode ser objeto de pesquisa, já que toda interação social, artefato, construto ou imagem pode passar por uma análise mais profunda. Mas o que define uma pesquisa científica?
Umberto Eco (2010) aborda, de maneira sucinta, quatro requisitos para que um estudo seja considerado científico: 1) Debruça-se sobre um objeto reconhecível e definido de tal maneira que seja reconhecível igualmente pelos outros; 2) Deve dizer do objeto algo que ainda não foi dito ou rever sob uma óptica diferente o que já se disse; 3) Deve ser útil aos demais e 4) Deve fornecer elementos para verificação e a contestação das hipóteses apresentadas.
Entretanto, a ciência é uma discussão insolúvel que, de acordo com TOMANIK (2004), os conhecimentos obtidos por meio da ciência são recursos desenvolvidos pelo homem, para suprir suas necessidades e aspirações e que na medida em que estas se alteram, os objetivos específicos da ciência também podem sofrer alterações.
“Por razões como estas é que os limites das ciências estão sempre sendo discutidos e avaliados, o que torna impossível se ter uma definição única e permanente, e faz com que grupos diferentes de cientistas adotem e procurem demonstrar como adequadas definições diferentes, e às vezes até conflitantes, sobre os limites da ciência e as formas adequadas para obtenção ou desenvolvimento de conhecimentos científicos” (TOMANIK, 2004, p. 16).
Pesquisa científica é uma ferramenta para adquirir conhecimento, mas pode ter como objetivos: resolver problemas específicos, gerar teorias ou avaliar teorias existentes. A pesquisa científica modifica a realidade, entretanto,
“A atividade científica, como qualquer atividade humana, é realizada dentro de um contexto social, e é influenciada, ou mesmo determinada por esse contexto. Assim, numa sociedade que se apresenta desigualmente dividida, qualquer atividade estará sempre situada entre dois pólos: o da contribuição par a manutenção do sistema vigente de desigualdades, ou da contribuição para superação desse sistema.” (TOMANIK, 2004, p. 128)
Portanto, é ingênuo pensar que uma pesquisa é totalmente neutra já que, durante o seu desenvolvimento, sofremos múltiplas influências de ideologias políticas, das idéias do nosso orientador, das nossas crenças e das nossas disposições pessoais.
A atividade científica representa um caminho árduo que exige alguns atributos pessoais desejáveis para um bom pesquisador como a perseverança, a paciência, além de dispor de tempo considerável para ler e escrever. Assim, TOMANIK (2004, p. 29) nos conforta ao afirmar que:
“Apesar dessas dificuldades todas (ou talvez justamente por elas) o mundo da ciência é fascinante. A atividade de pesquisa, quer para a construção de teorias, quer para a resolução de problemas, tem sempre algo de aventura, de um salto ao desconhecido” (TOMANIK, 2004, p. 29).
Nem sempre conseguimos alcançar nossos objetivos em uma pesquisa científica e,
“evidentemente, é muito desejável chegar a um produto acabado, mas não é motivo de frustração obter um produto imperfeito. É melhor ter trabalho de pesquisa imperfeito a não ter trabalho nenhum. Os diversos problemas que surgem no processo de pesquisa não devem desencorajar o principiante, a experiência lhe permitirá enfrentar as dificuldades e obter produtos adequados”. (RICHARDSON, 2011, p. 16).
Portanto, se levamos a sério uma pesquisa, não devemos desanimar ao achar que não chegamos a lugar algum só porque não descobrimos algo extremamente brilhante na nossa área de conhecimento, mas devemos nos orgulhar por estarmos contribuindo para o avanço das ciências e abrindo novos campos e novas formas de pesquisa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 10ª edição. Tradução de Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Editora Perspectiva, 1993.
RICHARDSON, Robeto Jarry. Pesquisa Social: métodos e técnicas. 3ª Edição. São Paulo: Atlas, 2011.
TOMANIK, Eduardo Augusto. O olhar no espelho: “conversas” sobre a pesquisa em Ciências Sociais. 2ª Edição. Maringá: Eduem, 2004.
O desenvolvimento de uma atividade científica é uma forma de conhecimento da realidade e surge a partir do questionamento do pesquisador sobre um dado fenômeno, ação ou comportamento observável. Desta forma, a pesquisa pode ser tanto um processo de compreensão e descrição, como um meio de produção e consolidação de conhecimento.
A pesquisa pode se encarada como uma efetiva construção cultural, porém, nem toda construção é pesquisa, mas toda construção cultural pode ser objeto de pesquisa, já que toda interação social, artefato, construto ou imagem pode passar por uma análise mais profunda. Mas o que define uma pesquisa científica?
Umberto Eco (2010) aborda, de maneira sucinta, quatro requisitos para que um estudo seja considerado científico: 1) Debruça-se sobre um objeto reconhecível e definido de tal maneira que seja reconhecível igualmente pelos outros; 2) Deve dizer do objeto algo que ainda não foi dito ou rever sob uma óptica diferente o que já se disse; 3) Deve ser útil aos demais e 4) Deve fornecer elementos para verificação e a contestação das hipóteses apresentadas.
Entretanto, a ciência é uma discussão insolúvel que, de acordo com TOMANIK (2004), os conhecimentos obtidos por meio da ciência são recursos desenvolvidos pelo homem, para suprir suas necessidades e aspirações e que na medida em que estas se alteram, os objetivos específicos da ciência também podem sofrer alterações.
“Por razões como estas é que os limites das ciências estão sempre sendo discutidos e avaliados, o que torna impossível se ter uma definição única e permanente, e faz com que grupos diferentes de cientistas adotem e procurem demonstrar como adequadas definições diferentes, e às vezes até conflitantes, sobre os limites da ciência e as formas adequadas para obtenção ou desenvolvimento de conhecimentos científicos” (TOMANIK, 2004, p. 16).
Pesquisa científica é uma ferramenta para adquirir conhecimento, mas pode ter como objetivos: resolver problemas específicos, gerar teorias ou avaliar teorias existentes. A pesquisa científica modifica a realidade, entretanto,
“A atividade científica, como qualquer atividade humana, é realizada dentro de um contexto social, e é influenciada, ou mesmo determinada por esse contexto. Assim, numa sociedade que se apresenta desigualmente dividida, qualquer atividade estará sempre situada entre dois pólos: o da contribuição par a manutenção do sistema vigente de desigualdades, ou da contribuição para superação desse sistema.” (TOMANIK, 2004, p. 128)
Portanto, é ingênuo pensar que uma pesquisa é totalmente neutra já que, durante o seu desenvolvimento, sofremos múltiplas influências de ideologias políticas, das idéias do nosso orientador, das nossas crenças e das nossas disposições pessoais.
A atividade científica representa um caminho árduo que exige alguns atributos pessoais desejáveis para um bom pesquisador como a perseverança, a paciência, além de dispor de tempo considerável para ler e escrever. Assim, TOMANIK (2004, p. 29) nos conforta ao afirmar que:
“Apesar dessas dificuldades todas (ou talvez justamente por elas) o mundo da ciência é fascinante. A atividade de pesquisa, quer para a construção de teorias, quer para a resolução de problemas, tem sempre algo de aventura, de um salto ao desconhecido” (TOMANIK, 2004, p. 29).
Nem sempre conseguimos alcançar nossos objetivos em uma pesquisa científica e,
“evidentemente, é muito desejável chegar a um produto acabado, mas não é motivo de frustração obter um produto imperfeito. É melhor ter trabalho de pesquisa imperfeito a não ter trabalho nenhum. Os diversos problemas que surgem no processo de pesquisa não devem desencorajar o principiante, a experiência lhe permitirá enfrentar as dificuldades e obter produtos adequados”. (RICHARDSON, 2011, p. 16).
Portanto, se levamos a sério uma pesquisa, não devemos desanimar ao achar que não chegamos a lugar algum só porque não descobrimos algo extremamente brilhante na nossa área de conhecimento, mas devemos nos orgulhar por estarmos contribuindo para o avanço das ciências e abrindo novos campos e novas formas de pesquisa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 10ª edição. Tradução de Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Editora Perspectiva, 1993.
RICHARDSON, Robeto Jarry. Pesquisa Social: métodos e técnicas. 3ª Edição. São Paulo: Atlas, 2011.
TOMANIK, Eduardo Augusto. O olhar no espelho: “conversas” sobre a pesquisa em Ciências Sociais. 2ª Edição. Maringá: Eduem, 2004.
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